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Setembro Amarelo: saúde mental, acolhimento e a importância de pedir ajuda

Falar sobre saúde mental é falar sobre cuidado. Por isso, todos os anos, o mês de setembro ganha uma atenção especial com o Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e a valorização da vida. Mais do que uma campanha de um mês, o período serve como um convite para olhar com mais atenção para quem está ao nosso redor e também para os próprios sentimentos. Afinal, nem sempre quem enfrenta um momento difícil consegue dizer claramente que precisa de ajuda. Em 2026, o Centro de Valorização da Vida (CVV) trabalha com o tema “Escutar é estar presente”, reforçando a importância de uma escuta acolhedora, sem julgamentos e com disponibilidade para estar ao lado de quem está passando por sofrimento emocional.

O que é o Setembro Amarelo?

O Setembro Amarelo é uma campanha voltada à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da vida. No Brasil, o movimento busca ampliar o diálogo sobre saúde mental, combater o estigma e incentivar a busca por ajuda. Além disso, 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, uma data que reforça a importância de falar sobre o assunto de maneira responsável e acolhedora. O tema merece atenção porque o suicídio é um fenômeno complexo, influenciado por diferentes fatores. Portanto, não existe uma única causa ou explicação para uma situação de sofrimento. Por isso, informação de qualidade e acesso à ajuda são tão importantes. Nesse contexto, o Setembro Amarelo ajuda a transformar um assunto que muitas vezes é cercado de silêncio em uma conversa que pode acontecer com mais responsabilidade e cuidado.

Saúde mental também precisa de atenção no dia a dia

Cuidar da saúde mental não significa esperar chegar a uma situação extrema para procurar ajuda. Assim como acontece com a saúde física, o cuidado emocional também pode fazer parte da rotina. Mudanças na vida, problemas familiares, dificuldades financeiras, conflitos, perdas, situações de estresse e problemas no trabalho ou nos estudos podem afetar o bem-estar emocional. Entretanto, cada pessoa reage de uma maneira diferente a essas situações.

Por isso, prestar atenção em mudanças de comportamento pode ser importante. Isolamento, perda de interesse por atividades, alterações significativas na rotina e manifestações relacionadas à morte, por exemplo, podem indicar que uma pessoa está passando por sofrimento e precisa de atenção. Esses sinais, porém, não devem ser analisados de forma isolada ou usados para fazer um diagnóstico. Quando alguém demonstra que não está bem, uma conversa pode ser um primeiro passo.

Perguntar “como você está?” e realmente estar disposto a ouvir pode abrir espaço para que a pessoa fale sobre o que está sentindo. Além disso, demonstrar preocupação e evitar julgamentos ajuda a criar um ambiente mais seguro.

Escutar também é uma forma de acolher

Às vezes, quando alguém conta que está sofrendo, surge imediatamente a vontade de encontrar uma solução. No entanto, nem sempre é isso que a pessoa precisa naquele momento. Ela pode precisar simplesmente de alguém que escute. A escuta acolhedora não significa ter respostas para todos os problemas. Também não significa assumir sozinho a responsabilidade pelo sofrimento de outra pessoa. Significa estar presente, demonstrar interesse e permitir que ela fale sem ser diminuída ou julgada.

Algumas atitudes podem ajudar:

  • ouvir com atenção;
  • evitar frases que minimizem o sofrimento;
  • demonstrar preocupação de maneira sincera;
  • respeitar o tempo da pessoa;
  • incentivar a procura por ajuda profissional;
  • manter contato e oferecer companhia quando possível.

Além disso, é importante lembrar que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, reconhecer que algo não está bem e procurar apoio pode ser uma atitude de cuidado consigo mesmo.

Onde buscar ajuda?

Ninguém precisa enfrentar uma situação de sofrimento emocional sozinho. Existem serviços preparados para oferecer acolhimento e atendimento. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito, sigiloso e 24 horas por dia pelo telefone 188. O atendimento também pode ser realizado por outros canais disponíveis no site oficial do CVV. Também é possível buscar atendimento na rede pública de saúde, como Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Em situações de emergência, a orientação do Ministério da Saúde é procurar serviços como UPA, pronto-socorro, hospitais ou acionar o SAMU pelo número 192. Se você percebe que alguém próximo está passando por um momento difícil, incentive a busca por ajuda profissional. Quando houver risco imediato, a pessoa não deve ser deixada sozinha e é importante procurar um serviço de emergência.

Setembro Amarelo é um convite ao cuidado

Falar sobre saúde mental precisa ir além do mês de setembro. Afinal, o cuidado, a escuta e o acolhimento podem fazer parte das relações durante todo o ano.

Por isso, o Setembro Amarelo nos lembra da importância de prestar atenção em quem está ao nosso redor, ouvir sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda quando necessário. Pequenas atitudes podem abrir espaço para conversas importantes e mostrar a alguém que ela não precisa enfrentar tudo sozinha.

No Instituto Mix, acreditamos que os espaços de aprendizagem também são construídos por pessoas, relações e momentos de convivência. Por isso, promover informação, respeito e acolhimento também faz parte de contribuir para ambientes mais saudáveis e humanos. E, se você estiver passando por um momento difícil, lembre-se: pedir ajuda é importante e você não precisa enfrentar tudo sozinho.